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Aqui no Brasil a denominação “idoso” é usada para se referir às pessoas que têm 60 anos ou mais. Nos países desenvolvidos o termo é usado a partir dos 65 anos. O que explica essa diferençaé a qualidade de vida existente em cada país. Essa idade nem sempre corresponde à idade biológica, que é aquela que representa o ritmo do envelhecimento.


Com o passar dos anos, o corpo começa a apresentar naturalmente algumas mudanças, que muitas vezes as pessoas demoram a perceber, mas que podem interferir na sua alimentação.


A alimentação equilibrada é fator reconhecido como fundamental para melhorar a longevidade, manter a boa saúde e a qualidade de vida.


O envelhecimento, apesar de ser um processo natural, submete o organismo a diversas alterações anatômicas e funcionais que repercutem nas condições de saúde e nutrição do idoso.


Além de comprometimentos próprios a esta fase da vida, outros podem afetar o estado nutricional dessa população, como a situação social (pobreza, isolamento social), alterações psicológicas (demência, depressão), condição de saúde (doenças crônicas, dificuldade de deglutição, excesso de medicamentos, alterações na mastigação, perda da capacidade funcional e autonomia).


As consequências disso estão muitas vezes associadas ao menor consumo alimentar, tornando os idosos vulneráveis do ponto de vista nutricional. E esse desequilíbrio nutricional está relacionado diretamente ao aumento da morbimortalidade, à susceptibilidade a infecções e à redução da qualidade de vida.


A desnutrição é comum no envelhecimento. Além de perder a vontade de comer, muitos idosos vivem sem companhia e desanimados em preparar uma refeição adequada.


Vários estudos demonstram que a desnutrição decorrente da baixa ingestão de proteínas e energia é comum nesta fase da vida, sendo apontada como uma das razões que levam os indivíduos na terceira idade a adquirirem redução de massa muscular e força.


A ingestão adequada de proteínas e energia é essencial para a manutenção das condições vitais, assim como de cálcio e vitamina D, nutrientes associados à eficácia do metabolismo ósseo.


Quando a pessoa idosa apresentar limitações para mastigar e engolir, a forma de preparo, a consistência, a textura, o tamanho dos alimentos e a quantidade que é levada à boca devem ser adaptados ao grau de limitação apresentado. Nesses casos, moer, ralar, picar em pedaços menores pode ser alternativas viáveis para facilitar o planejamento das refeições e o consumo, evitando a recusa da refeição e complicações como engasgo, aspiração ou asfixia durante a ingestão dos alimentos.


Atenção à água

É muito comum ouvir "não sinto sede" ou "não me lembro de beber água".


A água o principal componente do organismo - que está em todos os líquidos e células do corpo humano, que transporta os nutrientes e lubrifica as articulações. É encontrada na forma pura, em preparações líquidas (sucos e chás) e na maioria dos alimentos.


Os idosos costumam ingeri-la em pouca quantidade. Recomenda-se o consumo de seis a oito copos de água ou líquidos (chás, sucos).


Portanto, o futuro nos leva a uma confirmação que todos nós envelheceremos. Mas que consigamos com muita qualidade de vida.


ALIMENTAÇÃO NA TERCEIRA IDADE

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